Dark Web: Dez dados sobre você que podem estar à venda na internet.

Dark Web, é uma sessão muito obscura da Internet, infelizmente ela é usada para comércio de informações como:

  • dados bancários,
  • endereços de e-mail e
  • contas em serviços de streaming

Exatamente, nossas informações mais pessoas não estão seguras na internet, mas leia o artigo completo e entenda como funciona e principalmente, como se proteger!

O que é a Dark Web?

Em primeiro lugar, você precisa entender do que estamos falando.

Assim, a dark web, é uma pequena fatia da Internet ainda mais sigilosa e obscura que a deep web (que podemos falar mais em um próximo post), mas não se limita ao comércio de itens ilegais como drogas e armas.

Assim, com mercados especializados em venda de dados pessoais, ela é muito popular entre hackers e cibercriminosos, exatamente, é um absurdo, eles se aproveitam de informações e arquivos obtidos por meio de vazamentos para lucrar a partir de golpes.

Portanto, as principais informações que conseguem são:

  • documentos de identificação pessoal,
  • dados bancários,
  • endereços de e-mail e
  • perfis em sites de relacionamento.

No entanto, eles estão com as principais informações para serem usadas pelos criminosos para os mais diversos propósitos, desde:

  • roubo de identidade,
  • até lavagem de dinheiro.

Mas hoje estamos aqui, para mostrar e te ajudar a se proteger, confira abaixo:

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1. Credenciais de login em sites

Em primeiro lugar, vamos falar de logins, afinal é super comum as pessoas se cadastrarem em sites em troca de recompensa.

Assim, frequentemente usada por criminosos para aplicar golpes, credential stuffing é uma técnica que consiste no uso de credenciais roubadas em serviços diferentes daqueles em que elas foram obtidas.

Depois disso, com as combinações de nome de usuário e senha em mãos, criminosos usam códigos que executam ataques em massa nos sites de interesse.

Além disso, com essas informações nas mãos, eles conseguem usar para invadir outras plataformas e sites e claro, obter algo de valor, como:

  • dinheiro,
  • milhas aéreas e
  • mercadorias caras.

Mas, para esse tipo de goupe, temos a ferramenta Serasa Antifraude, nela você consegue saber se seu e-mail foi exposto na dark web.

2. Dados pessoais

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Nem precisa falar nada! O CPF é um algo frequente dos fraudadores.

Assim, o CPF (Cadastro de Pessoas Físicas) é uma das principais formas de identificação pessoal dos brasileiros.

Por dar acesso a uma série de transações e serviços, o documento tornou-se alvo frequente de fraudadores.

Portanto, de posse do CPF, cibercriminosos podem gerar grandes prejuízos financeiros à vítima a partir de:

  • compras de produtos,
  • entradas em financiamentos,
  • solicitações de cartões de crédito,
  • abertura de empresas fraudulentas,
  • entre outras ações que podem fazer com que o nome da pessoa fique negativado.

Consequentemente, você passa a constar na lista do SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) e Serasa.

Além disso, se a carteira de identidade (RG) também estiver nas mãos dos hackers, as chances de ser vítima de golpes financeiros são surrealmente maiores.

3. Dados bancários

Certamente, informações bancárias são valiosas para os criminosos da dark web.

Mas qual o motivo?

Básico, o acesso a contas correntes é uma das formas mais fáceis de roubar dinheiro.

Assim, segundo levantamento da empresa de cibersegurança TrendMicro, existe um preço de venda para contas bancárias na dark web, exatamente!

É determinado pelo saldo disponível e costuma variar entre US$ 200 e US$ 500 (R$ 816 a R$ 2.040, em conversão direta).

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Por isso, é necessário extremo cuidado para não vazaer dados bancário na Internet!

4. E-mail

Simples né?

Uma coisa que as vezes nem damos muito valor.

Mas, pode ter certeza que, ter o seu e-mail à venda na dark web pode gerar uma grande dor de cabeça.

Afinal, com acesso irrestrito à conta, hackers podem fazer uma série de coisas, como:

  • aplicar golpes de phishing a pessoas da lista de contatos,
  • redefinir a senha do usuário em outros sites da Internet e
  • roubar a identidade da vítima.

Certamente, isso é possível porque muitas pessoas recebem faturas por e-mail, nas quais constam informações como:

  • nome completo,
  • endereço e
  • telefone.

Além disso, facilmente se encontra fotos na caixa de entrada, assim, a falsificação de identidade estará completa.

Tem mais, outro risco é que, se eles encontram passagens de viagens, ou algum evento que você estará fora da sua casa, combinada ao endereço obtido a partir de uma fatura, essa informação abre caminho para que criminosos invadam a casa.

Embora possibilitem uma série de fraudes, as contas de e-mail são vendidas a preço de banana na dark web: de US$ 0,70 a US$ 1,20 (R$ 2,86 a R$ 4,90, em conversão direta).

5. Conta em apps de relacionamento

Contas em sites e apps de relacionamento são vendidas na Dark Web para interessados em aplicar golpes de catfish — Foto: Reprodução/Marvin Costa

E não para por ai… até contas em sites e apps de relacionamento são vendidas na Dark Web para interessados em aplicar golpes de catfish.

Ao se apropriarem de um perfil já existente, os criminosos têm a vantagem de poder aproveitar a confiança e intimidade que a pessoa cuja conta foi roubada já construiu com a vítima para manipulá-la emocionalmente e solicitar dinheiro.

A fraude, no entanto, pode ir muito além: conforme alertado pelo FBI em agosto, alguns golpistas usam sites de relacionamento para atrair “mulas” para lavagem de dinheiro.

6. Contas da Netflix ou outros serviços de streaming

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Da pra acreditar? Hackers vendem contas da Netflix por preços muito menores que a taxa de assinatura mensal do serviço!

Como a Netflix disponibiliza várias telas, é comum você emprestar sua conta para um amigo ou família.

Então, com os hackers não é diferente, exceto pelo fato de que eles não pedem permissão antes de começarem a assistir a filmes e séries.

Mas, caso note alguma atividade incomum no seu histórico da Netflix ou Spotify, por exemplo, altere a senha imediatamente e deslogue de todos os dispositivos.

7. Contas em sites pornográficos

Contas em portais de conteúdo adulto são uma mercadoria importante na dark web.

Como os sites pornôs costumam solicitar o pagamento de uma taxa mensal para acessar os vídeos, os hackers driblam a assinatura do serviço pegando carona na conta de um cliente legítimo.

Assim como no caso da Netflix, os perfis nessas plataformas são vendidos por preços muito baratos — cerca de US$ 1 (R$ 4,10, em conversão direta).

8. Dados de login de conta aérea

Embora hackers possam usar seu cartão de crédito para comprar passagens aéreas, essa é uma tática que tem ficado em segundo plano — ao menos na dark web.

Como os voos — especialmente os internacionais — não são baratos, há uma grande chance de que o banco bloqueie a compra ou alerte a vítima sobre a transação suspeita.

É por isso que, agora, os criminosos estão mais interessados em roubar os dados de login da sua conta em companhias aéreas:

  • com as credenciais, eles podem gastar os pontos acumulados em programas de milhagem e diminuem a chance de serem pegos.

9. Informações de pagamento no PayPal

Hackers têm interesse especial em contas com informações de pagamento.

No caso do PayPal, os cibercriminosos estão menos atentos aos cartões de crédito gravados na plataforma que ao saldo disponível na conta do serviço.

Se eles conseguem obter acesso a determinado cadastro e encontram dinheiro disponível para movimentações, é provável que a conta do PayPal se transforme em mercadoria na dark web.

O preço de venda varia conforme o montante disponível.

10. Contas do Fortnite

Pode parecer estranho ver o Fortnite entre os itens desta lista.

Afinal, por que alguém gastaria dinheiro com um gameque é gratuito?

A resposta está nas contas com itens raros ou com modos de jogo especiais, ambas funcionalidades desbloqueadas com pagamentos via cartão de crédito.

Se os hackers obtêm acesso a contas com essas características, podem vendê-las na dark web para jogadores interessados.

Quanto mais raros forem os itens, maior o preço cobrado.

A exploração das contas do Fornite não para por aí.

O jogo tem sido usado para lavagem de dinheiro.

Alguns criminosos usam cartões de crédito roubados para comprar V-Bucks, moeda virtual do battle royale, diretamente na loja oficial do Fornite.

Em seguida, “lavam” o dinheiro ao venderem novamente a moeda em várias plataformas da dark web.

Mas, agora que você já sabe como funciona, vamos para as dicas para se proteger online e não permitir vazamento de dados pessoais!!!

Como se proteger da Dark Web

Para se proteger de golpes e evitar que sua vida seja exposta na rede, é necessário tomar algumas precauções, listadas a seguir.

  • Não exponha seus dados pessoais em redes sociais ou em sites e plataformas não-oficiais, desconhecidas ou que aparentem insegurança;
  • Mantenha o antivírus atualizado em todos os seus dispositivos;
  • Evite armazenar dados pessoais, bancários ou senhas no navegador e opte por usar gerenciadores de senhas, programas específicos para esse fim;
  • Redobre a atenção a e-mails que solicitam informações como nome completo, CPF e conta bancária. Verifique o remetente da mensagem para se certificar de que não se trata de um golpe de phishing. Se necessário, entre em contato com a instituição em questão;
  • Use senhas diferentes em cada site;
  • Dê preferência aos aplicativos de internet banking em vez do acesso à conta bancária via navegador;
  • Evite a navegação por sites sem o protocolo HTTPS.

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